15 de abril de 2026

O Morro dos Ventos Uivantes

 

Editora Nova Século

Essa é a segunda vez que eu leio "O Morro dos Ventos Uivantes" e foi bem melhor porque foi junto com o clube do livro do trabalho. Eu só lembrava que não tinha gostado do livro quando li a primeira vez e, embora eu continue não gostando da história e dos personagens, consigo apreciar bem mais o talento de Emily Brontë, assim como as diferentes perspectivas de leituras.

Na minha opinião, as pessoas que idealizam o Heathcliff como o ideal de homem apaixonado tem questões psicológicos - assim como ele - então, para usar um termo moderno que foi mencionado na discussão, trata-se bem mais de uma história sobre "trauma geracional" do que uma história de amor. 

Ainda bem que acabou.

14 de abril de 2026

The Seven Dials Mystery

 

Editora Harper Collins

Na trilha da mini série da Netflix baseada nesse livro, O Mistério dos Sete Relógios, resolvi matar minhas saudades de Agatha Christie para ver as diferenças entre o livro e o audiovisual. 

Realmente a Bundle, a detetive amadora, é uma personagem muito interessante - não a mocinha aristocrata que costumamos conhecer, e é bonito de ver como a autora nos engana descaradamente. É realmente uma gênia do crime. 

Recomendo!

8 de abril de 2026

No one you know

 

Editora She writes

O livro "No one you know", de Emma Tourtelot, é sobre uma mãe e sua filha adolescente - o que já poderia ser drama suficiente, mas a situação é especialmente tensionada pelo luto após a morte da melhor amiga da garota. 

O contexto é bem particular dos Estados Unidos, principalmente toda a questão de "pessoas da cidade morando no subúrbio", mas, depois, quando o descompasso entre mãe e filha aumenta, propulsionado por interferências da internet, a trama chegou ao meu coração. Deu um desespero, uma vontade de entrar na história para ajudar as duas, além do medo de não saber quão pior a situação poderia ficar.

Foi muito interessante ler esse livro em paralelo com Deus na era secular, de Timothy Keller, porque esta história poderia ser a prática do que ele apresenta na teoria. Há uma necessidade espiritual no coração e na mente de todos nós, e por uma ideia vaga de que é possível "criar alguém sem religião", deixam crianças e adolescentes vulneráveis a encontrar respostas que não são boas, nem fazem bem. 

Eu agradeço por receber uma cópia através da plataforma NetGalley.

Deus na era secular

 

Editora Vida Nova

Este livro de Timothy Keller é escrito para céticos - ateus, não cristãos, etc - argumentando sobre a existência de Deus, e mais especificamente sobre o valor do cristianismo para o mundo hoje. 

A princípio, é bastante filosófico, e cita estudiosos tanto cristãos como seculares, e parece realmente um livro bem acadêmico. Depois, engrena, e fica um pouco mais direto, mas, ainda sim, bem fundamentado. 

Como boa presbiteriana, fiquei pensando em como todos esses argumentos lógicos se encaixam numa salvação pela graça, e por não ser o ponto do livro, isto não entra em discussão. O ponto realmente é usar a argumentação da época para mostrar como o cristianismo é a melhor resposta, e, se eu que acredito fiquei impressionada, imagino que os céticos também apreciarão a seriedade da discussão.

3 de abril de 2026

Índice Médio de Felicidade

 

Editora Dublinense

O livro "Índice Médio de Felicidade", de David Machado, fala sobre um cara, pai de família, e como ele lida com o impacto da crise econômica de 2012 em Portugal. Basicamente: mal. 

O livro tem uma pegada de redenção no final, mas até lá, eu já estava com uma raiva profunda desse homem branco triste tomando decisões ruins por toda a história. 

Não assisti o filme, e não sei se vale a pena.


Entendes o que lês?

 

Editora Vida Nova

O livro de Gordon D. Fee e Douglas Stuart já tem 45 anos, e está aí, na 4a edição, porque realmente é muito bom. Na minha opinião, "Entendes o que lês?" deveria ser leitura obrigatória para todo mundo que quer estudar a Bíblia, compreender o conjunto incrível de literatura e ensinamentos teológicos que está nela. 

Em cada capítulo, um tema é tratado, não de maneira profunda, mas abrangente e suficiente. Além disso, incentiva a agência de quem está lendo: validando o esforço, orientando de como pode estudar sozinho e não depender de comentários bíblicos. Mesmo assim, quem quiser aprender mais, os autores dão muitas referências para continuar os estudos.

Recomendo muito!


29 de março de 2026

Uma delicada coleção de ausências

 

Editora Companhia das Letras

Eu queria muito gostar desse livro: o título é pura poesia, a capa singela, a história sobre uma neta, uma avó, uma bisavó e uma mãe ausente... Mas o clímax do livro não é nada delicado, nem ausente, algo trágico e sofrido, que, assim como aconteceu em "Pequena Coreografia do Adeus", uma tristeza pungente sem fim.

Então eu vim pela história de maternidade - um interesse em mulheres que fogem com o circo, mulheres que abandonam os filhos - e realmente não é sobre isso, e o fato da reviravolta me tirar o chão, não atendeu às minhas expectativas.

A prosa poética continua bonita, e imagino que há fãs da forma (mais do que da história), mas, para ler obras da Alice Bei, é preciso ter estômago para lidar com as rudezas da vida.

Agradeço a Companhia das Letras pela cópia fornecida via NetGalley.